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quarta-feira, julho 13, 2011

A intimidade com as objectivas


Quem não tenha vivido no tempo das câmaras “convencionais” digitais não seria capaz de imaginar que ia ser possível alterar, logo à partida, as tonalidades dos horizontes sem ser necessário interpor filtros entre os feixes de luz e as objectivas. E, ainda por cima podemos ir fazendo sucessivos disparos com a conjugação manual de todas as combinações entre valores de diafragama e de velocidades, apreciar o resultado de imediato, apagar dos cartões de memória os resultados indesejados, e recomeçar até ao limite do nosso tempo disponível. É claro que como diria John Keats, a beleza é verdade, a verdade é beleza, e isso é tudo o que devemos saber sobre o Mundo, mas não me penaliza fazer um pouco de agitação cromática, embora continue sem conseguir fixar a imagem da clorofila.

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