Um espaço de transpiração, comunicação e partilha de sensações na apropriação de planos do Planeta que nos acolhe. Como objectivo principal, o perfeccionismo, para deixar àqueles de quem gosto uma ideia prática da responsabilidade em olharmos à nossa volta e não deixarmos passar despercebidas a luz e as sombras de cada instante. Mas também, dar conta de fragrâncias e sabores que me toquem, dar nota de outros estímulos aos meus sentidos e, dar eco dos criadores do Belo.
Mostrar mensagens com a etiqueta Arqueologia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arqueologia. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, março 31, 2020
domingo, fevereiro 09, 2020
sábado, fevereiro 08, 2020
domingo, fevereiro 02, 2020
sexta-feira, janeiro 31, 2020
No Castelo Velho de Safara, a “peça” do mês
A peça do mês é um “caco” - a asa que restou de uma ânfora,
in sitú. Esta caco foi encontrado junto a um pavimento de um espaço murado, com documentos claros de ter sido ocupado durante vários séculos.
No sítio, decorre uma terceira campanha de escavações deste
século (ocorreu uma sondagem nos distantes anos 60 orientada pelo Dr. Fragoso de Lima), que mau grado estarmos em Janeiro se desenrolaram sem grandes
constrangimentos em virtude da seca que teima em assolar o Sul do País. Os
trabalhos de investigação desta monumental ocupação vão durar, assim espero,
por uma ou duas gerações, e portanto, os primeiros contactos que tivemos com os
cacos naquele local nos anos 70 vão deixar em aberto todas as interrogações que
se foram formulando no nosso raciocínio sobre a ocupação do local que, se
confirmará ou não, decorreu desde o Calcolítico (ainda não comprovada nas
escavações) até à chamada “idade do ferro”.
A minha visita anterior, em
Julho de 2019, está noticiada em:
terça-feira, dezembro 31, 2019
A "peça" do mês
Em Julho de 2002, no sítio onde hoje se situa o denominado Núcleo Islâmico do Museu de Tavira, decorreram escavações arqueológicas tendo em vista o estudo das fundações para tornar possível a recuperação do edifício em ruína interior onde havia funcionado uma agência bancário.
Na imagem seguinte, pode observar-se um conjunto de pesos de rede do Sec.V AC, correspondentes à actividade industrial Fenícia ali desenvolvida. Naquela época, o local ficava à beira de uma enseada do rio, e os produtos da pesca que chegavam até ali eram depois transformados em preparados de peixe e exportados. Para este efeito, existia ainda naquele espaço uma olaria e um forno repleto de ânforas que serviam como contentores para os preparados de peixe. Além dos pesos de rede em cerâmica, foi descoberta uma rede, achado único e cuja musealização não foi possível.
À direita da imagem um cartão tentava então proteger a rede num ambiente artificialmente húmido que evitasse a sua decomposição após ter sido retirada do ambiente semi-aquoso que a conservou durante dois milénios e meio.
sábado, novembro 30, 2019
A "peça" do mês
Para além do significado especial deste colóquio, a homenagem
ao professor Victor Gonçalves, e da notável qualidade dos intervenientes, creio
que algumas ideias expostas mais controversas, mas fonte de ensinamento, não
puderam ser construtivamente debatidas pelo prolongar da sessão que limitou a possibilidade de abrir as discussões.
Há no entanto
uma nota íntima desta sessão, em especial para os meus, visto que, em duas
intervenções, foram protagonistas materiais que recolhi nas minhas
longas viagens pelos campos da arqueologia.
quinta-feira, outubro 31, 2019
quarta-feira, outubro 09, 2019
segunda-feira, setembro 30, 2019
A "peça" do mês
Bordo de vaso esférico de cerâmica "comum" do período Imperial, recolhida à superfície da ex-folha de sequeiro intensivo onde se situou a Villae Romana dos arredores de Serpa cognominada de Cidade das Rosas, cujas potenciais estruturas desconhecidas foram recentemente arrasadas para plantação de um amendoal regado através do sistema de irrigação do Alqueva, que abrangeram a destruição da Necrópole implantada num ponto geográficamente bem identificado e conhecido.
Este caco, foi por mim entregue para depósito nas reservas do Museu de Serpa.
sábado, agosto 31, 2019
A "peça" do mês
A peça do mês de Agosto, é uma curta peça literária com o resumo de visitas a sítios arqueológicos, em "dias abertos", aproveitados para elevar o interesse e o conhecimento d@s Net@s, ou por convite.
O balanço arqueológico de Agosto de 2019, mostra avanços no conhecimento adquirido no desenvolvimento de alguns projectos científicos com resultados proporcionais aos meios financeiros, tecnológicos e humanos envolvidos.
Os Perdigões mantém a liderança, com a continuidade de duas décadas na investigação das actividades humanas ali ocorridas durante cerca de 1.500 anos, desde o neolítico final até ao seu inesperado e ainda não compreendido abandono no calcolítico final.
Em Cacela a Velha, continua a actividade no cemitério cristão implementado sobre as estruturas do bairro islâmico arrasadas após a reconquista, centrada nos levantamentos das deposições humanas, tarefa delicada e morosa dado o elevado número de sepulturas existentes no local, mantendo-se as interrogações sobre a localização da Igreja/Capela contígua, que de acordo com os costumes por ali se deverá vir a descobrir.
No Castelo Velho do Safara, decorreu a segunda campanha de estudo das ocupações da “Idade do Ferro” na plataforma entre o Rio Ardila e a Ribeira do Safarejo, tendo já ficado bem determinada uma parte da muralha nascente, bem como de muros que delimitam espaços aparentemente destinados à armazenagem.
Na encosta do Castelo de Mértola, vão avançando com o devido vagar as escavações em torno do cemitério Cristão pós reconquista, com as dificuldades inerentes aos levantamentos das ossadas encontradas nos espaços sepulcrais, continuando-se a encontrar os testemunhos materiais das ocupações anteriores num “embrulho” sem qualquer definição estratigráfica. HHHHHHHH
domingo, agosto 18, 2019
Palmyra um exemplo de sacrifício da Humanidade
A alquimia das civilizações, juntou no Museu Egípcio de Torino a capacidade de mostrar a sua colecção de realidades perdidas no tempo ao mesmo tempo que se homenageia e chora a perda dos monumentos de Palmira que suportaram as agruras dos milénios e foram recentemente atingidos pela voracidade ideológica de um punhado de assassinos.
Se as imagens que comparam o antes recente e o que ficou após os actos de vandalismo são só por si chocantes, a imagem mais forte e dramática com que me confrontei até hoje é esta:
O estado do quarto daquele que foi o arqueólogo de Palmira Khaled Assad, e edificador do seu importante Museu hoje desaparecido, após mais um bombardeamento, constitui um elemento fundamental para reflexão sobre a grandeza e a insignificância humanas.
Ainda em estado de choque pelo estupro do seu território mais reservado, os pensamentos de Khaled vagueariam decerto sobre o sentido das suas causas de vida, e procuraria compreender em que tipo animal o Homem se mantém, servo das ideologias radicais herdeiras de outras mais distantes que na sequência das conquistas territoriais para alargamento da “fé” sempre procuravam erradicar a presença dos monumentos construídos pelos derrotados.
O certo é que passado alguns dias após um repórter de guerra ter feito esta imagem tão dramática, os terroristas ainda tiveram tempo para o assassinarem, como se isso pudesse ter algum efeito redentor da ideologia do terrorismo.
quarta-feira, julho 31, 2019
domingo, junho 30, 2019
Castro do Zambujal Torres Vedras
O Castro do Zambujal é um sítio arqueológico onde se desenvolveu um povoado fortificado pré-histórico, do período Calcolítico (c.2850 a.C. a circa 1759 a.C). Situa-se em Torres Vedras, num esporão rochoso orientado a Oeste. No sopé do monte corre a Ribeira de Pedrulhos, um afluente do Sizandro, rio que desagua no Oceano Atlântico a cerca de lOKm de distância.
O sítio foi descoberto por Leonel Trindade em 1932 e, após a realização de uma primeira sondagem em 1944, foi classificado como Monumento Nacional em 1946. Em 2012 foi reclassificado, aumentando significativamente a área protegida. Entre 1959 e 1961 realizaram-se escavações dirigidas por Leonel Trindade e Aurélio Ricardo Belo. Tiveram continuidade, entre 1964 e 1973, já com o Instituto Arqueológico Alemão, sob a direção de Hermanfried Schubart e Edward Sangmeister. Uma nova geração de arqueólogos assume a direção científica das escavações com Michael Kunst, o casal Hans-Peter e Margarethe Uerpmann (1994 e 1995) e com Rui Parreira e Elena Moran (2001 e 2002).
Os achados arqueológicos do Zambujal incluem artefactos de cerâmica, de pedra, da qual se destacam o sílex e o anfibolito, de cobre, de ouro, de osso e de marfim, atribuíveis ao Calcolítico e à Idade do Bronze. Foram ainda identificados alguns vestígios de épocas posteriores ao abandono do povoado calcolítico. Atualmente, no recinto central, pode-se observar um casal construído no séc. XVI e sucessivamente alterado até aos nossos dias.
Os vasos cerâmicos utilitários (para cozinhar, comer, beber e armazenar alimentos) foram registando evoluções tecnológicas e estilísticas. Outros artefactos de uso quotidiano eram feitos de pedra, como os machados e enxós, para cortar e talhar a madeira ou as mós, para transformar o grão de cereal em farinha. Instrumentos de sílex, como lâminas, raspadores e pontas de seta, eram usados para cortar, raspar e caçar. O arco e flecha foi simultaneamente utilizado na caça e como arma de defesa e ataque contra os inimigos que pretendessem invadir o povoado. Os ídolos cilíndricos de calcário refletem a vivência do sagrado.
Materiais perecíveis, como a madeira e as fibras vegetais, não sobreviveram até aos nossos dias, mas chegaram-nos artefactos feitos em osso, como botões, cabos de faca e agulhas. A metalurgia era praticada neste povoado em todas as fases de ocupação, como testemunham a recolha de pequenas bolinhas de cobre, eventualmente trazidas do Alentejo, de cadinhos que serviam para a fundição e de artefactos de cobre.
Zambujal is an archaeological site where a prehistoric fortified settlement developed from the Chalcolithic period (c. 2850 a.C. to c. 1750 a.C). It is located in Torres Vedras, in a rocky spur facing West. At the foot of the hill runs the Ribeira de Pedrulhos, a tributary of the Sizandro River, which flows into the Atlantic Ocean approximately 10 km away.The site was discovered by Leonel Trindade in 1932 and, after conducting a first sondage in 1944, was classified as a National Monument in 1946. In 2012 it was reclassified, significantly increasing the protected area. Between 1959 and 1961, excavations were conducted by Leonel Trindade and Aurelio Ricardo Belo. Between 1964 and 1973 they continued with the German Archaeological Institute under the direction of Hermanfried Schubart and Edward Sangmeister. A new generation of archaeologists took the scientific direction of excavations with Michael Kunst, the couple Hans-Peter and Margarethe Uerpmann (in 1994 and1995) and Rui Parreira and Elena Moran (in 2001 and 2002).
Archaeological finds from Zambujal include pottery, and other artefacts made of stone, among which flint and amphibolite, made of copper, gold, bone and ivory, from the Chalcolithic and the Bronze Age. Some vestiges of later periods were also found, such farmhouse built in the the 16th century and successively rebuilt until our days.
The utilitarian ceramic vessels (for cooking, eating, drinking, and storing food) manifest technological and stylistic developments. Other daily-use artifacts were made of stone, such as axes and hoes to cut wood, or grits to turn the cereal grain into flour. Flint instruments, such as blades, scrapers and arrowheads, were used to cut, scrape and hunt. The bow and arrow was simultaneously used in hunting and as a weapon of defense and attack against the enemies who wanted to invade the settlement. The limestone cylindrical idols reflect the existence of sacred rituais.
Perishable materiais, such as wood and vegetable fibers have not survived to our days, but artefacts made of bone, such as buttons, knife handles and needles did. Metallurgy was practiced in this settlement in ali phases of occupation, as evidenced by the collection of small copper balis, possibly brought from the Alentejo, crucibles for melting copper and copper artifacts.
Vista da barbacã com as seteiras e a porta de acesso.
Michael Kunst acolhendo os participantes no colóquio internacional em sua homenagem realizado em 25 de Junho de 2019
sexta-feira, maio 31, 2019
A peça do mês
As imagens seguintes referem-se a cacos de meados do III milénio recolhidas à superfície de uma folha de sequeiro intensivo em S.Brás, Serpa, e fizeram parte de vasos esféricos "decorados" com pegas de formado diverso, na maioria dos casos duas em lados opostos. Os cacos, estão já na posse do Museu de Serpa.
domingo, março 31, 2019
segunda-feira, dezembro 31, 2018
A "peça" do mês
Num campo de sequeiro intensivo de pequena espessura arável explorado "sobre" um Povoado, a revolução dos solos vai progressivamente aproximando a superfície do solo geológico. Para além das influências climáticas, a cada ano que passa os materiais arqueológicos cerâmicos vão-se reduzindo ao pó da sua origem, e os materiais líticos vão sofrendo as agruras das lâminas dos arados e dos discos repartindo-se em fragmentos que não se voltarão a poder juntar.
domingo, dezembro 02, 2018
Viaggio a Italia 2018, Venecia, Il potere dell'immagine III
Na antecâmera da exposição, montada em quatro salas rodeadas
por estantes repletas de livros, num ambiente típicamente veneziano, um quadro
interactivo mostra as fronteiras actuais da Península Ibérica e situa
erradamente em território Português uma placa de xisto decorada, já que a mesma
é proveniente da zona de Badajoz.
Esse erro, deriva em parte de ignogrância geográfica, mas também da personagem a quem a Fundação Giancarlo Ligabue decidiu atribuir a responsabilidade pelo texto explicativo das ocupações e representações antropomorfas na Ibéria, Ruth Maicas Ramos do Museu Arqueológico Nacional, Madrid, que embora refira no texto que os Ídolos Placa em Xisto, gravadas, são comuns em território Português, fazendo parte do mobiliário funerário entre o Neolítico e o Calcolítico inicial, indicando o achado de cerca de 4000 exemplares no “ Alentejo Portughese”, a organização da estrutura analítica da distribuição dos ídolos encontrados na Península Ibéria é deveras deficiente.
.
sexta-feira, novembro 30, 2018
A Peça do mês
Betilo descoberto nos Perdigoes. Trata-se de um escultura em pedra interpretada como sendo sagrada, eventualmente representando uma divindade.
Foi recolhido no interior de uma fossa utilizada como espaço de deposição de restos humanos cremados.
A maioria destas peças é de mármore, matéria-prima que estudos arqueológicos sugerem ter origem a cerca de 30 ou 40km a norte dos Perdigões, na região d...e Borba e Vila Viçosa.
De cariz antropomórfico esquemático, apresenta uma decoração incluindo olhos radiais, sobrancelhas, tatuagens faciais e, nas costas, o cabelo em ziguezague.
É datado de meados do terceiro milénio AC.
Saber mais: http:// perdigoesmuseum.blogspot.co m/2018/11/ 0007-carving-marble.html Ver Mais
Foi recolhido no interior de uma fossa utilizada como espaço de deposição de restos humanos cremados.
A maioria destas peças é de mármore, matéria-prima que estudos arqueológicos sugerem ter origem a cerca de 30 ou 40km a norte dos Perdigões, na região d...e Borba e Vila Viçosa.
De cariz antropomórfico esquemático, apresenta uma decoração incluindo olhos radiais, sobrancelhas, tatuagens faciais e, nas costas, o cabelo em ziguezague.
É datado de meados do terceiro milénio AC.
Saber mais: http://
domingo, novembro 25, 2018
Viaggio a Italia 2018, Venecia, Il potere dell'immagine II
Nesta exposição, com uma centena de actores, para além das
“representações tridimensionais do corpo humano”, há vários grupos de
representações esquemáticas cada um restrito a pequenos espaços isolados no
interior do grande espaço que se estende da Península Ibérica até ao Cáucaso.
As 5 representações expostas atribuídas à Península Ibérica,
eram provenientes de uma parte bem limitada desse grande espaço, que devemos
restringir a cerca de um terço; uma área rectangular com apoios na península de
Lisboa e no Sueste da Andaluzia, cobrindo parte do Alto Alentejo e a respectiva raia na
Estremadura Espanhola, todo o Baixo Alentejo e o Algarve.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


































