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terça-feira, junho 24, 2014

Museus e museus VI





Diálogo com os Guerreiros do Imperador Qin.
Escultura contemporânea da China e Europa. 

Esta ambiciosa exposição é dedicada a todos os amantes de arte contemporânea e a todos os que se empenham em construir a paz através do intercâmbio cultural. É uma resposta a esta necessidade de se construir uma ponte artística entre a China e a Europa.
Nasceu em 20 11, juntando 3 obras de 3 artistas chineses e 28 de outros tantos artistas oriundos dos Países que constituem a UE; decidiram aceitar o desafio de encetarem o diálogo com o Imperador Qin; o Exército de Xian que acompanhava o Imperador, defendia-o durante o seu sono eterno ressuscitado.
Hoje, contando já com a Croácia, totalizam 28 garbosos soldados, esculturas de cerca de 2m, da autoria de reputados Artistas de cada país.
É a visão contemporânea europeia de um novo exército, sem espirito de conquista ou de ameaça. Destrói fronteiras e acarinha a liberdade.
De facto, abraça o tema universal dos «Mensageiros de Paz e Transmissores de Generosidade».
Com esta exposição pretendemos demonstrar Culturas, mas humanizadas. Depois de longo périplo por 8 Museus na China, entre fins de 2011 e princípios de 2013, tendo recebido a distinção europeia de «Diálogo Intercultural China - Europa 2012», entrou numa segunda vida em Tallin em Maio e Tsinandali entre Setembro e Novembro de 2013; agora, em Maio é Lisboa que a acolhe no Museu Nacional de História Natural e Ciência.
Instalada no antigo Picadeiro do Colégio dos Nobres, um local decididamente aberto para o mundo como todo o povo Português, permitirá que os visitantes se encontrem e percebam que uma melhor compreensão da diferença das culturas poderá levar à paz das consciências.

Dr. Pick Keobandith
Directora da Qu Ar! SA
 





Antigo Picadeiro do MUHNAC
Universidade de Lisboa

O antigo Picadeiro do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) foi originalmente construído - possivelmente em 1766 - para apoio às aulas de equitação e esgrima do Real Colégio dos Nobres de Lisboa (1761-1837), uma escola da iniciativa do Marquês de Pombal. O seu arquitecto é desconhecido. Quando o Real Colégio foi adaptado a Escola Politécnica, o Picadeiro perdeu as funções originais e sofreu obras de adaptação por iniciativa do general de engenharia José Feliciano da Silva e Costa (presidente da Junta Administrativa da Escola Politécnica na época), em 1847-1879. Depois disso, as antigas cavalariças foram utilizadas como casas de função e, já no período da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o Picadeiro serviu de ginásio a partir de 1958.
Já no período do MUHNAC, a magnífica cobertura foi estabilizada e o Picadeiro tem vindo a ser utilizados para exposições, concertos e outros eventos organizados pelo MUHNAC e por entidades externas.
O antigo Picadeiro encontra-se classificado como 'Imóvel de Interesse Público' desde 1978 (decreto 95/78, DR 210, de 12-09-1978).

Professor Doutor José Pedro Sousa Dias
Diretor dos Museus da Universidade de Lisboa/Museu Nacional de História Natural e da Ciência

 


A invasão ... 

Um "Exército de Paz e Diálogo intercultural sino - europeu" invade, a partir de hoje, a nossa Cidade de Lisboa!
Chega até ao Museu Nacional de História Natural e da Ciência após longo périplo por toda a China, iniciado em princípios de 2011, passando por Shaanxi, Suzhou, Heilongjiang, Ningbo, Zhongshan, Hubei, Fuzhou, Changchun, tendo depois, em meados de 2013, entrado pela Europa ... por Tallin na Estónia, por Tsinandali na Geórgia ... agora em Lisboa ... seguindo depois rumo a Bucareste, Paris, Roterdão, Praga, Luxemburgo, estando prevista a invasão de Bruxelas lá para meados de 2015!
O mais importante Imperador da China Qin Shi Huangdi, em vida, mandou construir um mausoléu, onde seria enterrado, guardado por um exército de milhares de soldados em terracota, em tamanho natural, que o defenderiam para a eternidade, que hoje se podem apreciar em Xian, depois de descobertos, por acaso, em 1974.
Escolhidos e convidados que foram, pela Qu Art - Bruxelas, um/a Artista escultor/a de cada um dos 28 Países da UE e 3 da China, tendo-lhes sido lançado o repto de criarem a sua própria interpretação dos Guerreiros, com uma única condição, a de não ostentarem qualquer símbolo bélico, mas sim serem transmissores de Paz, Diálogo, Compreensão, entre diferentes povos, entre diferentes culturas.
Temos ante os nossos olhos o resultado desse desafio, um conjunto único de esculturas, em diversos materiais, de uma inigualável diversidade artística, cada peça transportando em si laivos da identidade própria do seu País, lembrando que é na diversidade e na convivência pacífica o nosso mundo pode avançar, cimentando o DIÁLOGO.
Em nome de Portugal, José de Guimarães respondeu ao desafio, fazendo jus a toda a sua criatividade e à universalidade da sua obra; o seu Guerreiro "sino-europeu" aí está a mostrar a histórica faceta lusa do diálogo e compreensão entre povos e culturas.
Ficaram pelo caminho muitos que não acreditaram neste projecto; para os que nos apoiam, vai todo o nosso respeito e agradecimento, sendo de toda a justiça salientar o acolhimento do ex - Reitor Professor Doutor António Sampaio da Nóvoa, que nos abriu as portas desta prestigiada casa. Integram toldos este Exército para o futuro, que continuará a sua missão de invadir e contagiar outras paragens.
Uma saudação especial é devida aos Artistas que aceitaram o desafio. 

Manuel Empis de Lucena
Comissário da Exposição em Lisboa
 
José Guimarães

 


domingo, fevereiro 19, 2012

O Jardim da minha faculdade (III)


Para além do texto constante da primeira entrada, não encontrei na Loja do Museu uma publicação generalista sobre o Jardim, mas sim dois livros temáticos, um deles sobre as Palmeiras, que são as árvores reinantes naquele espaço.


De facto, há palmeiras por todos os lados e provindas de todos os cantos do Mundo, mas regressei da minha visita ao Jardim com uma enorme preocupação pela sua sobrevivência e pelas consequências dramáticas que o seu desaparecimento pode vir a trazer para o equilíbrio daquela paisagem. Não muito longe dali, no Jardim do Príncipe Real, já esta morta uma centenária palmeira, atingida por um escaravelho proveniente do Norte de África e que invadiu a Península Ibérica a partir da importação maciça de palmeiras para decorar tudo o que são praças e largos “requalificados” e também casas e quintas particulares onde o dinheiro pode comprar o que “fica bem” e está na moda. No Algarve, as palmeiras centenárias estão a ser práticamente todas dizimadas, e não parece que até agora os nossos cientistas tenham descoberto um antídoto para travar o ataque dos escaravelhos que se multiplicam às centenas, e que além da destruição da árvore em si, acarretam uma enorme despeza com a necessidade do corte do tronco, que muitas vezes exige a utilização de maquinaria pesada.


O Jardim, lá está esperando por ser visitado, ou revisitado, bem assim como a estrutura Museológica no Edifício Central.


sábado, fevereiro 18, 2012

O Jardim da minha Faculdade (II)



O Jardim Botânico de Lisboa, está inserido num conjunto edificado de várias épocas, e consequentemente com várias arquitecturas, onde onde sobressaiem as figuras proeminentes do edifício Pombalino, e do Observatório Astronómico, e dispersos a eito alguns edifiícios e pavilhões que tiveram de ali nascer para dar suporte às suas progressivas, mas agora regressivas, actividades.
Do meu “Tempo” de estudante até hoje, muito, mas mesmo muito mudou.


Hoje, 
 


Já não há estudantes e professores Universitários de botânica, reluzentes nas suas batas brancas usando o jardim para as suas aulas práticas.
Já também não fervilha a permanente actividade Universitária e Científica em redor do Observatório Astronómico.
Já não há lisboetas a atravessar o jardim, encurtando o trajecto entre a Rua da Escola Politécnica e a Praça da Alegria, pois o portão Sul fechou.
Já não há militares do Serviço Cartográfico do Exército, a exercitarem máquinas fotográficas e de filmar, nem magalas atrás das sopeiras.
Já não há vendedeiras ambulantes, sempre atentas ao alcance da polícia, a vender bolinhos secos, barquilhos e chupa chupas.
Já não há jardineiros sisudos vestidos de uniforme em sarja e de boné, que para além da actividade jardineira também vigiavam os três portões e os namorados que usavam o ambiente romântico do jardim, que se tinham de comportar dentro dos parâmetros estabelecidos pelo “regime” para uso dos espaços públicos, senão logo era chamado o polícia de giro que também “cuidava” dos “bons costumes” naquele vasto espaço.
Já não se ouve a música da água a correr pelas levadas, e o grande lago está seco!



Mas, em compensação,  

Há só uma porta para entrada e saída dos visitantes.
Há carreirinhas de crianças das cresches a apanharem folhas e bagas para cestinhos que levam nas mãos.
Há ainda a funcionar, o pequeno observatório de metereorologia, cujas leituras alimentam os boletins da Cidade.
Há um polo Museológico centrado no antigo edifício principal da Faculdade, que já mostrei, e pode ser recordado através da etiqueta FCL.
Há visitantes adultos, mas são todos turistas estrangeiros.
Há “jardineiras” e “jardineiros”, que falam quase todos versões da língua Portuguesa com sotaque, e andam vestidos de igual com farfalhudas camisolas verdes a condizer com o ambiente do jardim.
Há esculturas modernas dispersas, mas bem integradas no ambiente do jardim.
Há um pavilhão com Borboletas, que fecha durante o período invernal de hibernação.
Há uma sala de teatro, no pavilhão onde funcionou a Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências de Lisboa.

Há um Quiosque Lisboeta, e um antigo marco de correio.
Há uma Loja de Museu no Edifício Principal, e logo, máquinas que disponibilizam sumos e cafés.
Há ainda, na Rua da Escola, os dois cafés centenários, a Alsaciana e a Cister, que substituram os longínquos estudantes ocupa mesas, por reformadas e reformados que para ali vão ler o jornal, ou dar dois dedos de conversa.
Há a vida e a cultura que Lisboa oferecem, e que os Portugueses não deviam desmerecer.


sexta-feira, fevereiro 17, 2012

O Jardim da minha Faculdade (I)



O Jardim Botânico da Universidade de Lisboa é um jardim científico que foi projectado em meados do século XIX para complemento moderno e útil do ensino e investigação da botânica na Escola Politécnica.
O local escolhido, no Monte Olivete, tinha já mais de dois séculos de tradição no estudo da Botânica, iniciado com o colégio jesuíta da Cotovia, aqui sedeado entre 1609 e 1759.
 Para a sua instalação foi elaborado um projecto de regulamento em 1843. No entanto, é só a partir de 1873, por iniciativa do Conde de Ficalho e de Andrade Corvo, professores na Escola Politécnica, que se inicia a plantação.
A enorme diversidade de plantas recolhidas pelos seus primeiros jardineiros, o alemão E. Goeze e o francês J. Daveau, provenientes dos quatro cantos do mundo em que havia territórios sob soberania portuguesa, patenteava a importância da potência colonial que Portugal então representava, mas que na Europa não passava de uma nação pequena e marginal. Edmund Goeze, o primeiro jardineiro-chefe, delineou a ”Classe” e Jules Daveau foi o responsável pelo ”Arboreto”.
A elevada qualidade do projecto, bem ajustado ao sítio e ao ameno clima de Lisboa, cedo foi comprovada. Mal acabadas de plantar, segundo o caprichoso desenho das veredas, canteiros e socalcos, interligados por lagos e cascatas, as jovens plantas rapidamente prosperavam, ocupando todo o espaço e deixando logo adivinhar como, com o tempo, a cidade viria a ganhar o seu mais aprazível espaço verde e o de maior interesse cénico e botânico. Em pleno coração de Lisboa e em forte contraste com o seu bulício, as cores e as sombras, os cheiros e os sons do Jardim da Politécnica dão recolhimento e deleite. E, tratando-se de um jardim botânico, outras funções desempenha o Jardim, que não apenas as de lazer e recreio passivo.
Em 1878 foi publicado o primeiro catálogo de sementes do Jardim. Após 1892, deve-se a Henri Cayeux o embelezamento do Jardim mediante a introdução e criação de plantas ornamentais.
A maior intervenção na área do Jardim ocorreu no final dos anos 30 e princípios dos anos 40 do séc. XX, por influência do então director Ruy Telles Palhinha: a primitiva ordenação sistemática do plano superior do Jardim foi substituída pelo agrupamento das espécies em conjuntos ecológicos.
As colecções sistemáticas servem vários ramos da investigação botânica, demonstram junto do público e das escolas a grande diversidade de formas vegetais e múltiplos processos ecológicos, ao mesmo tempo que representam um meio importante e efectivo na conservação de plantas ameaçadas de extinção.
Algumas colecções merecem menção especial. A notável diversidade de palmeiras, vindas de todos os continentes, confere inesperado cunho tropical a diversas localizações do Jardim. As cicadáceas são um dos ex-libris do Jardim. Autênticos fósseis vivos, representam floras antigas, que na maioria se extinguiram. Hoje, são todas de grande raridade, havendo certas espécies que só em jardins botânicos se conservam. O Jardim é particularmente rico em espécies tropicais originárias da Nova Zelândia, Austrália, China, Japão e América do Sul, o que atesta a amenidade do clima de Lisboa e as peculariedades dos microclimas criados neste Jardim.
Na esteira do que acontece na generalidade dos jardins botânicos, também este Jardim, em estreita colaboração com os restantes departamentos do Museu desenvolve, em permanência, activos programas de educação ambiental, para os diferentes níveis etários da população estudantil e oferece visitas temáticas guiadas.
A 4 de Novembro de 2010 o Jardim Botânico foi classificado como monumento nacional.
( Fonte – Universidade de Lisboa, Museu Nacional da História Natural e da Ciência.)

segunda-feira, outubro 17, 2011

Reencontros com a memória

Depois de passar centenas de vezes à porta da minha Faculdade sem sequer dar mais um passo e recordar pelo menos os corredores sombrios por onde nos anos 60 corria para, mudar de sala de aula, voltar para casa e matar a fome, tentar minorar o atraso com que chegava a uma aula, apanhar a borla do estribo do eléctrico até ao Largo do Rato para aí apanhar um Autocarro que me levasse a buscar a minha Namorada à Escola de Artes Decorativas de António Arroio, aguardar impaciente a chamada para um exame oral e a seguir ficar ansioso pela abertura final da porta por onde um funcionário anunciava os resultados, ontem, num impulso, quiz reviver uma parte dessa memória, dispondo-me a fotografar a escada de entrada nas aulas e a entrada do grande corredor, que atravessa o edifício de um lado até ao outro.


Reentrei na minha Faculdade, que é hoje um Museu, e com meia dúzia de passos dados, de uma forma automática ,sem dar mesmo por isso, entrei na primeira porta do corredor á direita, e fui atingido por um Mundo de emoções. Não era apenas a beleza, naquilo que esta tem de mais indeciso, a luz difusa da claraboia daquele Laboratório de Química de outrora que com a sua moderna arquitectura da fusão entre o ferro e o vidro, está hoje radiante com os watts da iluminação de arquitecto, o burburinho dos Professores, Auxiliares e Alunos está transformado num silêncio musical, as paredes sombrias dos vapores das experiências laboratorais estão agora contaminadas pelas tintas suaves não tóxicas que os pigmentos inventados pelos químicos proporcionaram à escolha da arquitectura de interiores, o cheiro a gaz queimado pelos bicos de Bunzen parecia que ainda lá estava! 


Foi difícil escolher, entre respirar aquela memória e disparar para todos os lados e aprisionar todos aqueles momentos, como que estivesse a reviver o pânico com o grande incêndio que quase destruiu todo aquele Património. Mas, os momentos iniciais depois de entrar no “meu” Laboratório de Química foram ainda mais perturbadores, pois, ao contrário de antigamente, estão abertas de par em par as portas e a bancada comunicantes com o Anfiteatro, este de arquitectura neoclássica, que logo me chamava para me obrigar a sentar uma vez mais no “meu” lugar, e aí já rodeado pela paz silenciosa dos reflexos ténues das vibrações orais das aulas dos meus Professores, fui capaz então de voltar a sentir, o prazer de estar ali mesmo, vivo, debaixo daquele tecto resplandecente, e de ter tido no meu País Académicos e Políticos que utilizaram os dinheiros Públicos para fazerem uma Obra notável que ao desconhecê-la me envergonhei com algum do tempo perdido noutros recantos.


Com projecto de João Pedro Monteiro (1826-1853) e Pierre-Joseph Pezerat (1801-1872), o Anfiteatro em hemiciclo é o espaço de aulas teóricas utilizado também como Aula Magna, lugar de excelência para as grandes cerimónias oficiais.

The lecture Theatre was designed by Pedro Monteiro (1826-1853) and Pierre Joseph Pezerat (1801-1872). It was used for theoretical lectures and also as aula magna as it was ideally suited for major official events.



A disposição formal dos elementos do anfiteatro hierarquizava visivelmente o espaço.O gradeamento separava as bancadas onde se sentavam os alunos do lugar central ocupado pelo Professor.

Na bancada em U, colocada no centro da sala, realizavam-se demonstrações experimentais, executadas pelos preparadores, como suporte à matéria teórica.
As colunas de mármore davam o enquadramento clássico ao busto de Lavoisier (1743-1794) e duas outras fuguras inspiradoras estavam presentes no decorrer das lições: Justus Liebig (1803-1873) e August W. Hofmann (1818-1892), representados à direita e à esquerda das bancadas, e que configuravam o paradigma de investigação científica, de organização e utilização de técnicas laboratoriais, que influenciou, através dos seus discípulos, várias gerações de químicos na Europa e nos Estados Unidos.

Do meu “lugar”, divisei o silêncio do giz acariciando o enorme quadro de ardósia, o silêncio dos passos dos Mestres sobre o estrado que sustenta a velha secretária e a cadeira de fundo de palhinha, e no grande cenário da divisória com o laboratório, a fachada do Templo Greco-Romano encimada pelo busto do Deus da Química!


E aberta, encontrei a porta por onde passei para os momentos mais dramáticos das minhas apresentações práticas no balcão das experiências ou no quadro, por debaixo daquele tecto Partenónico.


Vai ser preciso lá voltar, para arrumar melhor as imagens que hoje criei, vai ser preciso lá voltar com a minha Namorada e recordar-mos os dois ao vivo o pequeno lavatório onde lavámos as mãos,




nos tempos em que ainda sem termos dinheiro para comprar uma mufla demos corpo aos primeiros esmaltes em cobre na mufla que servia para limpar as impurezas dos cadinhos, e vai ser preciso ainda lá voltar para tentar visitar a Sala daquela que além de minha Professora de Química I e Química II, foi a nossa velha Amiga Professora Doutora Marieta da Silveira.












Por hoje, chega, ficam algumas imagens, imagens “iguais” às que gosto de fazer em qualquer outro Museu quando isso está permitido, 


mas muito diferentes, porque estas contam mesmo uma parte de anos de história da minha vida.


Deixei para trás o edifício da velha Faculdade de Ciências de Lisboa, e retomei o caminho a pé para casa pela Rua da Escola Politécnica, onde ainda há como dantes namorados de mão dada,



mas também as modernices das malinhas com rodas


e os beberricos das “latas que dão asas” que a “minha” Faculdade não chegou a conhecer!