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terça-feira, maio 22, 2012

A intimidade com as objectivas

Lisboa, minha Cidade,
Hoje, marquei encontro contigo
no Largo da Estação,



onde a calçada sustentava as patas dos pombos
que roubavam migalhas às turistas,
onde havia caracois rebolando dentro de redes,



onde há Taças em pedestrais, espalhadas pelos jardins
mas que os verdes não souberam conquistar,
onde há galos póstumos de todas as côres,





e chinesices para todos os gostos,

onde revivi uma porta agora bem aberta,
que tinha dado um 31, se o Ditador em exercício,
 
não tivesse aceite sair dali para o exílio,
sem um terramoto igual ao que,
 
mesmo ao lado,
levou o tecto da grande nave.
 


segunda-feira, maio 21, 2012

Imagens de rua


A boca de incêndio, prestes a rebentar com a passagem da sombra sinistramente disfarçada de um “enviado” da agência que patrocina os pirómanos.

domingo, maio 20, 2012

A intimidade com as objectivas


Um autoretrato agradecido, à beira da viragem impensável para a magia dos 10.000 olhares. 

Imagens de rua


Contrastes estaladiços.

sábado, maio 19, 2012

Expressionismo quase abstracto

A intimidade com as objectivas

A incerteza e o resvalar do martelo, produziram assimetria involuntária, e trazem à superfície os óxidos do ferro que fortalecem as hemoglobinas

sexta-feira, maio 18, 2012

A intimidade com as objectivas B&W


Nesta planície do princípio da entrada na realidade, a côr do branco e as escalas dos cinzentos foi o melhor copo que encontrei para beber uma porta centenária irrepetível.

A intimidade com as objectivas



Quatro planos da primavera, predominando o amarelo sobre o verde, e a soma de todas as cores sempre disponível para fazer de fada protectora.

quinta-feira, maio 17, 2012

Imagens de rua



Um olhar sobre o que sobra do tempo em que forjar infinitos constituia um desafio para carpinteiros e porteiros.

Imagens de rua



A singeleza rústica do orifício da entrada de uma chave atraída pela fechadura presumidamente protegida das mãos do alheio.

quarta-feira, maio 16, 2012

A intimidade com as objectivas


Desprezados tapetes, onde ninguém aproveita para se rebolar até que a camisa branca fique transmutada com os sucos naturais que prefazem os arco-íris do tempo em que não chove, nem há cristais de quartzo para fazer reflectir os rais solares sobre as gotas de orvalho espalmadas pelas caudas das lebres.

A intimidade com as objectivas


No Alentejo mais pobre porque profundo, a cal hidráulica não era acessível para se poder misturar livremente com as areias dos barrancos e permitir ajudar os seus habitantes a fazer rebocos que cobrissem todos os muros e paredes; a que se podia arranjar, era usada com saber para proteger as partes mais sensíveis das habitações aos efeitos da água da chuva, incluindo mesmo os seus alicerces, que eram protegidos por valetas de escoamento moldadas às irregularidades do terreno onde aqueles assentavam.

terça-feira, maio 15, 2012

A intimidade com as objectivas


O inventariado banco camarário do século XXI, jamais conseguirá competir com as centenárias e informais cadeiras com fundo de palha, que todos os dias escutam os cantares das mulheres e dos homens que ainda sustentam e se encantam pelo Alentejo mais profundo.


segunda-feira, maio 14, 2012

Feira do Livro


Festejam-se livros novos! 
Como está o tempo?
Como medir a velocidade do tempo?
E se, por fortuna fosse mensurável,
seria maior do que a velocidade da luz?
Como medir a velocidade do pensamento?
Correr atrás, ou à frente do tempo?
E do pensamento?
Ficar imóvel a olhar longamente o mesmo horizonte,
é permitir que o tempo se nos escape,
entre os dedos que seguram o lápis do tempo.


Mas, como o tempo não se pára,
e não se agarra ao nosso lápis,
e, afinal como o Tempo não se mede,
nem sabemos sempre como havemos de dividi-lo,
tentar concorrer com todos os tempos,
é uma corrida perdida!
Tavira, Abril 2011

Hoje acabou a feira do Livro de Lisboa


 O tempo não se aproveita, usa-se.
Monologo sulla vita - da Il curioso caso di Benjamin Button

domingo, maio 13, 2012

A intimidade com as objectivas

Esta, é uma imagem perfeita para construir uma adivinha clássica.
Quantas dúzias de cegonhas é possível descortinar na imagem abaixo?
Há! Sim, têm razão, como no meu tempo de criança, ao comprar castanhas, sempre uma dúzia de treze!

sábado, maio 12, 2012

Para desassossegar o fim de semana

A intimidade com as objectivas

O monograma das gentes simples do campo, numa porta que destapa todos os segredos da sua elevação.

A intimidade com as objectivas


Poços com fundo, parceiros das casas dos que os podem colorir com cal, e estimular assim o prazer dos bons enquadramentos.

sexta-feira, maio 11, 2012

A intimidade com as objectivas


Uma cadeira decisiva para completar a caiação do muro de pedra solta, mal a cal acabe de ferver no pote dos mistérios da natureza mineral.

Património e Interioridade

Um dia destes, uma Técnica Superior de Conservação e Restauro de Pintura de Cavalete sem trabalho, pediu-me para a levar a matar saudades de vários meses que passou numa “missão de restauro” em algumas Igrejas dispersas pelo Concelho de Mértola, o que incluiu visitar uma Senhora então encarregue de manter vivo e visitável o Património Religioso da Igreja que “servia” a Aldeia de S.Bartolomeu da Via Glória. Importa começar pelo princípio, e referir que os trabalhos de restauro realizados, deveram-se em primeiro lugar à sensibilidade e à visão de partilha de Património do Padre que então exercia o magistério em Mértola e que em comunhão com a Câmara desenvolveu um programa de reabilitação de algumas Igrejas e em especial dos seus recheios, e para o qual foi procurado e conseguido apoio mecenático junto de alguns grandes proprietários agrícolas do Concelho, com especial e determinante relevo para o Sr.Luís Champallimaud que custeou a grande maioria das obras.
As Igrejas estão hoje todas fechadas, já que o Pároco actual não parece ter as mesmas preocupações comunitárias do seu antecessor, com todas as consequências negativas que daí adevêm para o turismo e para a vida própria dos locais onde estão implantadas. Lá estive na Via Glória durante meia hora, a assitir à conversa com a Sra M até que apareceu o marido, o Sr G, um casal de enorme simplicidade e amabilidade, permitindo-me ficar a conhecer muitas das condicionantes que tornam tão difícil sobreviver no Alentejo mais profundo, embora a tenacidade daquelas gentes lhes permita continuar a teimar em não abandonar os territórios onde nasceram. Numa frase sobre o Concelho, dizia o Sr G, acabaram primeiro com a Reforma Agrária, e depois com a Agricultura; antes deste abandono, toda a gente semeava, havia gado pastando por todo o lado, e animais domésticos para comer, dar e vender, agora os grandes proprietários vivem em Beja ou Lisboa, têm aqui alguém que lhes toma conta das herdades só destinadas para a caça, mas até comida para as galinhas que gostam de ter nos Montes têm que a comprar pois não estão para semear um alqueire de cereal, e como recebem subsídios de tudo, pois até de um pinhal cujas árvores estão do mesmo tamanho passados 20 anos vão retirando 200€ por hectar, é muito mais cómoda a política do não fazer agricultura, e ainda receber subsídios por isso, e portanto não há criação de nenhum posto de trabalho, e o Concelho perdeu o ano passado mais 16% da sua população. Valeu a pena termos lá ido, e eu voltarei em breve com as minhas objectivas pois os poucos minutos de atenção que lhes dei a isso me vão obrigar.
A este propósito, não resisto a deixar aqui contada uma outra versão da “reinventação fundiária” contada por um Primo meu que pediu a uma Empregada de um Familiar que ia passar o fim de semana à Aldeia do Alentejo de onde era natural que lhe trouxesse um frasco de genuína massa de pimentão. A rapariga respondeu-lhe logo não poder satisfazer o pedido, pois já não há plantação de pimentão, visto que as matanças na Aldeia acabaram!





Podem fazer-se muitas viagens, aproveitar ou desperdiçar o “tempo” e as oportunidades, mas na verdade, quando caminhamos sem regras por entre os raios da luz refletida pelos caminhos mais solitários do Alentejo mais profundo, aprendemos que em cada dia que passa, com o abandono agrícola desaparecem imagens conhecedoras da simplicidade contagiante com que a natureza dotou planícies que já ajudaram a alimentar milhões de pessoas, e para a viver por uns segundos, repito mil vezes - “é preciso lá ir”, de propósito, sem relógio, falando com todas as luzes, escutando todas as sombras, enfrentando o ladrar dos cães que ignoram a nossa cumplicidade com os torrões das nossas origens como espécie. Regressamos, carregando aos ombros os biliões de pixeis que escaparam da seca e dos borrifos da chuva temporã que faz cócegas na entrada das tocas dos coelhos, e com uma responsabilidade acrescida na procura de saber legendar quase todas as imagens com os gestos dos voos das cegonhas, dos papa figos e dos milhafres que regularam os nossos tempos de obturação.



O efeito X, sobre a protecção da propriedade.

quinta-feira, maio 10, 2012

quarta-feira, maio 09, 2012

A intimidade com as objectivas


O número de tonalidades e de formas são infinitos, bem como a combinação entre elas, mas os tons infantis gerados pela dissolução cromática da Primavera nos campos do Alentejo cabem sempre dentro do arco íris.

terça-feira, maio 08, 2012

Dia 8 de Maio, dia de Festa


Era lá onde noites de maio,
Quando olhava da lua o clarão,
Dos sentidos n'um doce desmaio
Conversava c'o meu coração.
J.Lemos, Cancioneiro

A intimidade com as objectivas

Um par de ginastas, exibem a sua elasticidade, ensaiados por dançarinas de corridinhos algarviados.

Imagens de rua


Argolas coloridas com ferrugem, e madeira rangendo com as camadas do céu, fazem a razão perder a hora da partida para os planaltos da irracionalidade, e assim fica fechada a porta do negrume.


segunda-feira, maio 07, 2012


Na Lente Negra, e na minha página do Facebook, deixei expressas as minhas primeiras reacções às eleições de ontem na França e na Grécia.

A intimidade com as objectivas


Varandas improvisadas nos caminhos da ferrovia deixada ao abandono, pelo meio de memórias que alguns desejam ver apodrecidas.

A intimidade com as objectivas


Abrindo recortes em caminhos com paisagens de uma misteriosa antiguidade.

domingo, maio 06, 2012



Imagens de rua


Camadas multicolores, criam ambientes românticos.

Imagens de rua


Tabuleiros de jogos na vertical.

sábado, maio 05, 2012

Imagens de rua


A estética própria das ferragens do passado que sobrevivem às construções robóticas.

Imagens de rua


Velhas tintas, vernizes antigos, ferrugens e muitas camadas de história.

sexta-feira, maio 04, 2012

A intimidade com as objectivas


A convergência material na leveza da sustentabilidade.

Imagens de rua


Improvisar fechaduras em tempos de crise.

quinta-feira, maio 03, 2012

A intimidade com as objectivas


Abril, já se prepara para o esplendor da primavera, e aguarda pela chegada dos apreciadores da preguiça.

quarta-feira, maio 02, 2012

A intimidade com as objectivas que olham o País

O texto que estas imagens provocaram, está publicado na Lente Negra.








Imagens de rua


O mistério do amor secreto de uma Ana.

Riscos

terça-feira, maio 01, 2012

Imagens de rua


Nem todos podem gostar do amarelo.

1 de Maio

Vão bem longe os tempos em que o 1º de Maio começou a ser para nós dia Feriado; agora vivemos a altura da vida em que todos os dias para serem merecidos têm de ser aproveitados com trabalho.

Planta do Moinho proximal da Corte Piorninho

MAIO

O que determina os nossos encontros e desencontros? O tempo, ou o destino?
O que determina os nossos caminhos e descaminhos? A intuição, a ocasião, ou a publicidade?
O que determina as nossas inspirações e sugestões? O ADN, ou a aprendizagem?
O que determina as nossas realizações e adiamentos? O espírito, os estímulos dos outros, ou o cérebro?