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domingo, maio 17, 2015

Serra de Vaqueiros


As transformações socio-económicas ocorridas nas últimas décadas no mais interior do chamado Mundo Rural fizeram do património edificado em galopante abandono e derrocada uma espécie de ramo seco que persiste até ser em definitivo cortado da paisagem. Mais ou menos ao acaso, aconteceu este primeiro encontro, com um lugar onde terão habitado várias famílias que sobreviviam lutando contra a agrura da infertilidade da terra que embrulhava os xistos numa espécie de papel de celofane, e faz hoje aqui o primeiro acto de representação através de algumas imagens que representam os palcos abandonados e os sinais do que resta ainda da presença humana.

 
 
 
 

 
 
 
 
 

 

sábado, maio 16, 2015

OLEIROS e olarias




A primitiva olaria Pirraça, situada no Redondo, onde o Sr. Ezequiel Pirraça trabalhava com os seus dois jovens filhos, foi uma descoberta duradoura iniciada nos anos 70 para mandar fazer muitas peças de barro, algumas criadas pela Carmo Saúde, e outras reaproveitando formas da cerâmica mais corrente usada no dia a dia naquel recanto do Alentejo, para nelas “pintar a frio” e assinar anos a fio as suas criações, e como é prática corrente nos Portugueses sem ideias (e não só), e portanto incapazes de arriscar na procura da criatividade, muitas das formas e dos desenhos foram ficando “perdidos” pelo caminho, e alguns reassinados por mãos alheias, ainda hoje fazem parte de algum do imaginário dito popular daquela vila do Distrito de Évora no que diz respeito aos herdeiros da velha olaria. E para que não restem dúvidas, basta comparar imagens de algumas das criações da Pintora e criadora com as “cópias” supostamente representativas de algum contemporâneo artesanato urbano do Redondo.
Do Sr. Ezequiel, um notável oleiro há muito desparecido, fica a recordação da boca do seu forno maior e dos seus fogareiros de barro vermelho, outrora indispensáveis para a sobrevivência dos Alentejanos.

sexta-feira, maio 15, 2015

Sevilha, imagens de rua

 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 


quinta-feira, maio 14, 2015

quarta-feira, maio 13, 2015

Sevilha, imagens de rua

 
 
 
 

 
 
 
 
 

 
 
 
 
 


terça-feira, maio 12, 2015

Menires de Vila do Bispo






imaginamos o edifício do conhecimento como gigantesca espiral em movimento, onde todos os contributos contam e dão corpo a energia transformadora, pois só o “unanimismo” é entorpecedor da accão.  Joaquina Soares, MAEDS


Os Monumentos Megalíticos concentrados em algumas regiões de Portugal foram ao longo de milénios marcos espalhados pela paisagem, visíveis ou “invisíveis”, reconhecidos ou ignorados, mas sempre parte integrante do recorte visual das populações que habitaram esses territórios. Muitos dos megalitos, quando incompreendidos ou simplesmente fontes utilitárias de matéria prima, sofreram todas as espécies de atentados, e já não podem ser seguramente cartografáveis, e muito menos observáveis in sitú. Vila do Bispo, terá sido um polo à roda do qual foram erguidos centenas de menires, e o seu Concelho poderá oferecer aos seus visitantes uma proposta de visita a um Museu de Ar Livre, onde os Monumentos, a paisagem e o Parque Natural se conjugam para uma forma contracorrente de apreciar Arte, embora as agressões ambientais naturais que envelheceram as superfícies pétreas torna impossível descortinar as decorações, sem um guia auxiliar.
O último Inventário publicado, adquirível na Biblioteca da Câmara Municipal, descreve cerca de duas centenas e meia de menires, revelando a sua imagem e respectiva localização, informa-nos ainda que todos os decorados são fálicos, descrevendo os diferentes motivos dos seus criadores, e será o auxiliar precioso para alguns dos vários percursos pedestres propostos – rotas, roteiros e trilhos.


segunda-feira, maio 11, 2015

As Placas de Xisto Gravadas dos Sepulcros Colectivos de Aljezur




Para o comum dos mortais, as publicações “técnicas” destinam-se, em princípio, ao mundo dos especialistas, mas há muitos casos em que seguramente essa ideia está desajustada. Quando por mero acaso acedemos recentemente a uma publicação editada pela Câmara Municipal de Aljezur com o título “ As Placas de Xisto Gravadas dos Sepulcros Colectivos de Aljezur”, a imagem de capa é a primeira porta para a entrada fácil num dos mais interessantes temas da arqueologia Portuguesa já que atravessa os domínios do “sagrado”, e logo a seguir verifica-se ser a proposta de um caminho para a leitura do extenso e detalhado trabalho de descrição e análise sobre um conjunto muito homogéneo de achados. As placas de xisto, na esmagadora maioria dos casos, gravadas, encontradas em ambientes sepulcrais, fazem parte de uma das mais significativas e explendorosas criações em “território Português” durante o 3º milénio AC, já aqui com referências anteriores, http://alenteverde.blogspot.pt/search/label/Arqueologia?updated-max=2012-03-10T00:00:00Z&max-results=20&start=20&by-date=false , mas a que vale a pena voltar se mais não seja pela beleza da imagem de capa acima referida, mas também porque releva o enquadramento noticiário deste achado no século XIX e a sua inclusão na obra prima, Antiguidades Monumentais do Algarve da autoria de Sebastião Philippes Martins Estácio da Veiga, um Tavirense muito ilustre.
As Placas, não são acolhidas no universo dos objectos ou artefactos “mudos”, pois o Projecto Placa Nostra ( que cuida do inventário das placas de xisto encontradas em território Português criado por Victor S. Gonçalves), tratou de colocar como prioritário criar um glossário que em última análise procura enquadrar cada placa em grupos a partir da sua decoração, indo ainda ao ponto de procurar “determinar” para cada peça as sucessivas etapas decorativas por que passou, descodificando portanto um imaginário manual técnico para que cada pedaço de xisto afeiçoado possa encerrar qualificações para ser classificado e consequentemente ter direito a cumprir a sua função, facto este já mais difícil de definir, embora como o título do livro acima citado indica, o seu importante destino era fazer parte dos cultos do imaginário mortuário. Embora a imagem seja redutora, a capa do livro sobre o conjunto de Algezur atribuído a meados do 3º milénio AC destapa a beleza da decoração das placas e releva uma certa uniformidade na disposição dos motivos na face. Claro que depois de ficarmos com o conhecimento total deste conjunto de placas, inúmeras interrogações aparecem sobre cada uma, como por exemplo, a potencial “virgindade” dos orifícios (verificada em macro observação) o que parece sugerir uma deposição desgarrada do morto que lhe estaria associado. Numa época em que a hierarquização social se começava a solidificar, e os enterramentos colectivos iam dar lugar a sepulturas individuais, as placas seriam marcadores sociais, sexuais, ou profissionais? No conjunto de Aljezur em que a esmagadora maioria dos verso é liso, uma delas tem um gravado um conjunto de “motivos” que sugerem uma deliberada associação ao mar; um peixe estilizado e um recticulado que parece poder atribuir-se à figuração de uma rede.
Nada melhor do que procurar pelo livro ( junto da Câmara local), e dar o primeiro passo na entrada para o mundo fascinante dos objectos rituais “genuínamente” criados pelos “nossos” antepassados que habitaram o Sudoeste desde o Barlavento Algarvio até ao Alto Alentejo.

domingo, maio 10, 2015

Lisboa, imagens de rua

Chiado, Igreja do Loreto,

 
 
 
 
 

 
 
 
 
 

 
 
 
 
 

 

sábado, maio 09, 2015

Lisboa, imagens de rua

 
 
 
 
 

 
 
 
 
 


sexta-feira, maio 08, 2015

Lisboa, imagens de rua

O encontro geracional da Coca Cola

 

quinta-feira, maio 07, 2015

Lisboa, imagens de rua

 
 
 
 
 

 
 
 
 
 


quarta-feira, maio 06, 2015

Sevilha, imagens de rua

 
 
 
 
 

 
 
 
 
 


terça-feira, maio 05, 2015

Sevilha, imagens de rua

 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 


segunda-feira, maio 04, 2015

Sevilha, imagens de rua


Quando se olha para baixo, quem sabe se para marcar mesa para o almoço, não se aprecia os recortes das varandas Andaluzas.
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 

 




domingo, maio 03, 2015

Sevilha, imagens de rua

 
 
 
 
 

 
 
 
 
 


sábado, maio 02, 2015

Sevilha, imagens de rua

Uma Cidade calma e acolhedora, onde se vai para ouvir a sua história enquanto se lê um livro acompanhado por um doce sumo de laranja.

 
 
 
 
 

 

sexta-feira, maio 01, 2015

Riscos


Sevilha, imagens de rua

 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 


quinta-feira, abril 30, 2015

Para que servem os Museus de Ar livre?

Nos conceitos tradicionais, um Museu, é um espaço, seguro e vigiado que conserva conjuntos de “objectos” e ao qual acedem visitantes levados pela fantasia que ouvem sobre as temáticas que apreciam, que se publicitam ou que fazem moda, e que para os mais novos é uma fábrica de aprendizagem.
Quando percorremos um caminho e inesperadamente encontramos uma placa sinalética de cor castanha com um motivo padronado e a inscrição Monumentos Megalíticos, vamos sendo empurrados para o meu conceito de Museu preferido; um local onde encontramos pelo menos um gesto da narrativa histórica de um espaço humanizado. Os Museus de Ar livre, são espaços vivos que acumulam na paisagem as criações estéticas mais puras, fruto de um diálogo impulsivo com o Universo, onde não estamos proibídos de usar um flash, podemos falar alto, e na maioria dos casos são locais sujeitos às mais variadas e perigosas intrusões.
Quando nos deparamos com um Museu sem legendas, explicações, centros de interpretação encontramos afinal um lugar de aprendizagem, em que ao longo de séculos os seus visitantes conviveram com incontáveis interrogações que condicionaram o tempo, a frequência da sua visita e as consequências imediatas. Estas, podem levar os visitantes a ir ao encontro de explicações para o que deixaram para trás, e a fotografar ou deixar-se fotografar, integrando-se na escala visionária para mais tarde recordar.
Nos museus tradicionais, as obras de arte são quase sempre “únicas”, perenes, terão alguns cuidados de conservação mas conservam habitualmente a forma e as cores originais do seu criador, enquanto para observar um monumento de ar livre onde não se paga ingresso, que atravessou milénios e vai “evoluindo” à mercê das agressões naturais e humanas, sem legenda que nos oriente para um ângulo certo de observação é a natureza que define a iluminação e a moldura de cada momento.
A imagem seguinte, corresponde a um dos tais encontros do acaso, quando em direcção à descoberta de uma praia dita de postal deparámos, à beira do caminho, com um dos mais conservados menires do barlavento algarvio, caminho esse, que hoje alcatroado é a consequência evolucionista do primeiro caminho de pé posto dos seus criadores, e para tentar comprender o enquadramento do Monumento voltaremos lá num dia menos cinzento, e depois de encontrarmos as interrogações já publicadas sobre o conjunto monumental que o enquadrou.  



 

quarta-feira, abril 29, 2015

Imagens de rua,


A água e as suas abstrações,

 

terça-feira, abril 28, 2015