Um espaço de transpiração, comunicação e partilha de sensações na apropriação de planos do Planeta que nos acolhe. Como objectivo principal, o perfeccionismo, para deixar àqueles de quem gosto uma ideia prática da responsabilidade em olharmos à nossa volta e não deixarmos passar despercebidas a luz e as sombras de cada instante. Mas também, dar conta de fragrâncias e sabores que me toquem, dar nota de outros estímulos aos meus sentidos e, dar eco dos criadores do Belo.
sexta-feira, janeiro 15, 2016
quinta-feira, janeiro 14, 2016
quarta-feira, janeiro 13, 2016
terça-feira, janeiro 12, 2016
Lisboa, convento de São Pedro de Alcântara
A fundação do Convento de São Pedro de Alcântara deve-se à iniciativa do 1º Marquês de Marialva e 3º Conde de Cantanhede que, em 1665, na véspera da Batalha de Montes Claros (Guerra da Restauração), fez um voto de erigir em Lisboa um convento dedicado a São Pedro de Alcântara, se os portugueses vencessem esta batalha. Em janeiro de 1670, foi dada autorização régia para a instalação no local dos franciscanos capuchos, da província da Arrábida.
D. Veríssimo de Lencastre (1615-1692), Cardeal e Inquisidor-mor do reino, apoiou a fundação do edifício com doações, tendo manifestado vontade de ficar sepultado, em campa rasa, neste convento. O seu irmão e sobrinho decidiram construir, em sua memória, uma sumptuosa capela em mármores embutidos, ao gosto italiano, a Capela dos Lencastres, considerada a jóia deste monumento.
A escadaria exterior conduz-nos ao átrio da igreja, onde seis painéis em azulejo setecentistas ilustram a caridade franciscana.
No altar-mor sobressai a pintura O Extâse de São Pedro de Alcântara, do séc. XVII, atribuída ao pintor Bento Coelho da Silveira. Na capela-mor podemos apreciar, ainda, os silhares de azulejos setecentistas com cenas da vida mística do santo.
O Convento de São Pedro de Alcântara foi entregue à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, por decreto de D. Pedro, Duque de Bragança, ex-imperador do Brasil, a 31 de dezembro de 1833.
INFORMAÇÕES CERAIS
HORÁRIO
Outubro - Março
Segunda-feira - Das 14h00 às 18h00 Terça-feira a domingo - Das lOhOO às 18h00
Abril - Setembro
Segunda-feira - Das 14h00 às 19h00 Terça-feira e quarta-feira - Das lOhOO às 19h00 Quinta-feira - Das lOhOO às 20hOO Sexta-feira a domingo - Das lOhOO às 19hOO
Encerrado
1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro, exceto para celebrações de culto.
segunda-feira, janeiro 11, 2016
Paris, Centre Pompidou
WIFREDO LAM
30 SEPTEMBRE 2015-15 FÉVRIER 2016
Trait d’union entre les avant-gardes internationales, passeur entre l'Europe
et les Amériques, la modernité de l'oeuvre de Wifredo Lam (1902-1982) est
irréductible à une quelconque « origine » géographique ou culturelle. Le Centre
Pompidou lui consacre pour la première fois une rétrospective réunissant prés
de trois cents oeuvres ainsi que de nombreux documents d'archives et
photographies. En cinq séquences chronologiques, l'exposition revient sur la
genèse de son travail, ses intérêts stylistiques et ses choix iconographiques,
ainsi que sur ses collaborations avec nombre de peintres, poetes et
intellectuels ayant marque 1'histoire du 20e siècle. Le parcours, au
gré des voyages et des exils de Lam, rend hommage à sa modernité
transcontinentale.
S'écartant volontairement des lectures culturalistes par trop
réductrices, l'exposition propose un regard renouvelé sur une oeuvre conçue
comme un manifeste poétique et engagé. II inscrit l'artiste dans une histoire
de l'art moderne relue au prisme des échanges culturels et des syncrétismes.
Des conflits et des rencontres de plusieurs histoires, Lam, qui a épousé les
drames de son siècle, a fait naítre une oeuvre visant à l'universel, porteuse
d'un autre regard sur le monde post-colonial. Au coeur de ce dialogue entre l'artiste
et son temps, sont presentes de nombreux chefs-d'ceuvre et prêts exceptionnels,
telle La
Jungle, peinture
monumentale de 1943 conservée au MoMA de New York, qui a inscrit Lam au rang
des artistes les plus en vue de son époque.
domingo, janeiro 10, 2016
sábado, janeiro 09, 2016
sexta-feira, janeiro 08, 2016
quinta-feira, janeiro 07, 2016
Os círculos Delaunay
Numa altura do caminho, em que do passado só me continua a faltar o saber sobre a préhistória, na arte moderna, Delaunay, Viana e Amadeo são três pontos parágrafos na história da pintura europeia no sec xx, pelo seu tributo aos arco iris e à sua transposição para o papel cavalinho, e as crianças olham o grande mural com vontade de perceber o sentido dos “círculos delaunay”, porque vieram, por onde andaram, e o que fizeram para os deixar a todos nós.
quarta-feira, janeiro 06, 2016
terça-feira, janeiro 05, 2016
segunda-feira, janeiro 04, 2016
domingo, janeiro 03, 2016
sábado, janeiro 02, 2016
Dia 2 de Janeiro, dia de Festas
Dia de Festa, a dobrar, um Dia de Grande Festa!
As Famílias, são o resultado da germinação de muitas sementes, muito regadas e adubadas, e quando os seus frutos se desenvolvem, sabem bem conciliar toda a dificuldade com o resultado, a memória com o presente.
A Família em 1998, e o resultado 17 anos depois
As Famílias, são o resultado da germinação de muitas sementes, muito regadas e adubadas, e quando os seus frutos se desenvolvem, sabem bem conciliar toda a dificuldade com o resultado, a memória com o presente.
A Família em 1998, e o resultado 17 anos depois
Neste dia de grande Festa para nós, apetece-me fazer de Oráculo.
Diz-me com o que vives, dir-te-ei como és.
Os recheios dos ateliers dos artistas, são um pouco como os das casas das famílias remediadas, palcos da sua actividade, demonstrando em primeira mão como se (des)constrói a imaginação criadora. Afinal, todos nos rodeamos do que podemos e do que gostamos. Mas, David Douglas Duncan, um fotógrafo Norte Americano, que depois de visitar a casa de Picasso em Cannes, descreveu-a como o espaço mais feliz da terra, qualificou-a ainda como “também o atelier de um artista”.
No mural de introdução à exposição do Pintor Julião Sarmento actualmente visitável no Museu da Electricidade, pode ler-se :
“ Um artista que é um coleccionador é relativamente comum.
O que não é comum é um artista, no início do seu percurso, ter feito um carimbo, com o qual assinava os seus trabalhos que tinha a inscrição « Julião Sarmento coleccionador».
A formula poderia ser « Julião Sarmento recolector».
Recolector, à época, de quê? De imagens de todas as proveniências: de outros artistas, de histórias do cinema, da literatura, de jornais, de publicações”
Os artistas, são pessoas normais, que quando podem conservam diversas lembranças materiais, as mais importantes de muitas das circunstâncias que marcam as suas vivências, que se vão refletindo no seu percurso artístico, e que em alguns casos constituíram-se como referênciais na sua formação cívica e intelectual, desde um recorte de um jornal, à carta de um@ Amig@. Volto a publicar a este propósito uma imagem do Museu Picasso em Paris, que vale pelo que aquele curto espólio pode explicar da vida e da relação do Pintor com o Mundo.
Nas Casa Museu, embora sendo casos isolados, a interpretação dos sentimentos e da obra do seu dono está ainda evidente, mas sendo preparadas para ser “intrusadas”, não surpreendem tanto como as imagens reais que pontuam a vida convivendo com as obras.
O verso do bilhete para entrada no Museu da Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva, a imagem a seguir transcrita, mostra-nos parte do ambiente da casa do casal destes dois Pintores geniais, onde se consegue descortinar um conjunto de pequenos objectos que podem caracterizar a qualidade “recolectora” de ambos, em que se destaca o “Galo de Barcelos”, quem sabe se como um “fóssil director”.
Diz-me com o que vives, dir-te-ei como és.
Os recheios dos ateliers dos artistas, são um pouco como os das casas das famílias remediadas, palcos da sua actividade, demonstrando em primeira mão como se (des)constrói a imaginação criadora. Afinal, todos nos rodeamos do que podemos e do que gostamos. Mas, David Douglas Duncan, um fotógrafo Norte Americano, que depois de visitar a casa de Picasso em Cannes, descreveu-a como o espaço mais feliz da terra, qualificou-a ainda como “também o atelier de um artista”.
No mural de introdução à exposição do Pintor Julião Sarmento actualmente visitável no Museu da Electricidade, pode ler-se :
“ Um artista que é um coleccionador é relativamente comum.
O que não é comum é um artista, no início do seu percurso, ter feito um carimbo, com o qual assinava os seus trabalhos que tinha a inscrição « Julião Sarmento coleccionador».
A formula poderia ser « Julião Sarmento recolector».
Recolector, à época, de quê? De imagens de todas as proveniências: de outros artistas, de histórias do cinema, da literatura, de jornais, de publicações”
Os artistas, são pessoas normais, que quando podem conservam diversas lembranças materiais, as mais importantes de muitas das circunstâncias que marcam as suas vivências, que se vão refletindo no seu percurso artístico, e que em alguns casos constituíram-se como referênciais na sua formação cívica e intelectual, desde um recorte de um jornal, à carta de um@ Amig@. Volto a publicar a este propósito uma imagem do Museu Picasso em Paris, que vale pelo que aquele curto espólio pode explicar da vida e da relação do Pintor com o Mundo.
Nas Casa Museu, embora sendo casos isolados, a interpretação dos sentimentos e da obra do seu dono está ainda evidente, mas sendo preparadas para ser “intrusadas”, não surpreendem tanto como as imagens reais que pontuam a vida convivendo com as obras.
O verso do bilhete para entrada no Museu da Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva, a imagem a seguir transcrita, mostra-nos parte do ambiente da casa do casal destes dois Pintores geniais, onde se consegue descortinar um conjunto de pequenos objectos que podem caracterizar a qualidade “recolectora” de ambos, em que se destaca o “Galo de Barcelos”, quem sabe se como um “fóssil director”.
Na sala de entrada deste Museu, está uma mostra da Pintora Teresa Magalhães intitulada “no atelier”, constituída por “ 27 obras de técnica mista que dizem recriar o atelier da artista e transmitem aos visitantes um percurso de leitura do atelier, espaço privado de criação”. Cada obra, pode resumir-se numa colagem de uma fotografia de um recanto do atelier da artista, impressa em tela depois recortada, tendo como fundo largas pinceladas de cores diversas ao gosto da criadora e numa presumível concomitante relação.
Impressa a imagem de uma prateleira do meu escritório, e preparada para ser "colada numa tela", a minha opção é legendá-la, como nesta placa colocada na varanda do Museu do Teatro Romano de Lisboa, que se descodifica na compreensão de um horizonte desconhecido!
sexta-feira, janeiro 01, 2016
ANO NOVO, velhas memórias
ANO NOVO. Os anos de calendário vão passando por nós, cada vez mais depressa, e para os dias que se seguem, cada um formula desejos e faz planos, mas também é ocasião de arranjar espaço numa folha do tempo e olhar para trás, rodear algumas lembranças, e sentir que hoje continua a despontar o nosso futuro.
E olhando para trás, posso recordar velhas imagens dos três pontos do planeta, cheios de “torrões”, onde vivi mais tempo junto à terra ou com o calçado ou com as joelheiras das calças a separar-nos, com quem mais partilhei os meus segredos e deles ouvi contar tantas histórias, tantas mesmo que de algumas ainda não lhes encontrei o fim, mas acima de tudo, são partes das belíssimas paisagens do Alentejo dos grandes horizontes, e que não foram escolhidos ao acaso para terem sido habitados já lá vão pelo menos cinco milénios.
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